V. BASES DA GENÉTICA

Herança Biológica é a transmissão dos caracteres através dos gametas, que contêm os cromossomos, onde estão as unidades da hereditariedade (gens). Gametas são as células sexuais (óvulo e espermatozóide). Cromossomo é o agente físico portador do patrimônio genético, formado de unidades hereditárias, denominados gens ou genes (DNA ou ADN). É uma longa molécula de DNA. Gen ou gene - É o segmento do DNA que arquiva instruções para fabricar proteínas.


Proteínas - As proteínas são os compostos orgânicos de maior significação na construção e estruturação da matéria viva. Entre os outros compostos orgânicos, elas acupam o maior percentual quantitativa e qualitativamente. O corpo humano é formado por cerca de 65% de água, 15% de proteínas, 15% de matérias gordurosas e 5% de matéria inorgânica. Num único corpo humano há talvez 100 mil proteínas diversas, cuja síntese é regida pelo gen. Mais de um terço se encontram nos músculos. Na pele, mais de 10% é proteína. Os anticorpos, os hormônios, as enzimas, os vírus e os próprios gens são formados de proteínas (núcleoproteínas). Por isto, as proteínas são denominadas de a base da vida. Toda molécula de proteína é formada por aminoácidos. Existem na natureza vinte tipos de aminoácidos, sendo onze não essenciais, que podem ser sintetizados, w dez essenciais, que não podem ser sintetizados. Os vegetais fabricam os aminoácidos. Os animais não fabricam os essenciais. Alimentos de origem animal possuem todos os tipos de aminoácidos essenciais. Entre os vegetais, somente o feijão e a soja possuem esses aminoácidos. Egundo a obra "Biologia no 3º Milênio", página 85, os organismos dos animais conseguem sintetizar a maioria dos aminoácidos a partir de outros. Vida - Conjunto de reações enzimaticamente controladas. A organização corporal e o funcionamento de um ser vivo dependem das reações químicas que conseguem realizar. Cada ser vivo se distingue dos demais pelos tipos de enzimas (proteínas) que possui. Como a célula "sabe" que tipos de enzimas deve produzir? Como a prole de um determinado indivíduo "sabe" que tipos de proteínas deve fabricar para uma determinada organização, característica da espécie a que pertence? Resposta: através do código genético. Código genético - Sistema pelo qual o DNA rege a síntese de proteínas. Como são e como trabalham os gens? Gens são o próprio DNA. São segmentos (pedaços) dele. Através deles são escritas às instruções que especificam como serão os corpos dos organismos vivos (animais ou vegetais).

O DNA é constituído por moléculas menores. Há quatro delas representadas pelas letras A, T, C e G. Elas constituem o alfabeto com que o DNA escreve seus textos. (A de adenina, T de timina, C de citosina e G de guanina).

Porções destas seqüências ao longo da molécula de DNA são os gens (ligadas à síntese de proteínas).

Seres vivos, segundo o ponto de vista do gen não passam de máquinas de sobrevivência em que vários tipos de instrução têm de se combinar e se coordenar. Esse é o trabalho dos gens.

Gens têm que viver em conjunto, exercendo seus efeitos uns sobre os outros. Nossos corpos são o resultado dessa colaboração. Para isso as afinidades de seqüências A, C, T, G se ligam e desligam, se combinam e recombinam, arranjam novos companheiros, saltam de corpo para corpo através do trabalho do óvulo e do espermatozóide, durante a fecundação.

Gens ficam desativados hoje e voltam a funcionar amanhã. Mudam o estilo de sua escrita (mutações). Se torcem e retorcem com o objetivo único de escrever as palavras que garantirão sua presença nos corpos de outras máquinas de sobrevivência, através das gerações.

Gens moram dentro das células dos organismos e cada célula contém a mesma coleção de gens. O DNA contido em todas as células de um corpo é o mesmo, mas, em cada estágio do desenvolvimento de cada ser vivo, segmentos de DNA (gens) são ativados e desativados. Instruções são dadas para iniciar ou parar certas tarefas. Do embrião até o corpo adulto, uma infinidade de variações surge nessa escrita guardada no DNA. Ordens do tipo: "Agora pare de fazer crescer dedos neste embrião". Ou "comece a preparar a pele das pontas dos dedos para a unhas que virão". São comandos que vão sendo decodificados a partir das palavras do gen soletradas pelas letras: A, T, C, G, numa ordem perfeitamente seqüenciada.
Segundo Clemente Nóbrega, autor do excelente livro "Glorioso Acidente", deveríamos erguer um monumento ao DNA, uma molécula grande, formada pelo encaixe preciso de outros tipos de moléculas menores, em certas seqüências, formando aquela estrutura que parece uma hélice dupla retorcida no espaço.
Não nos esqueçamos, nós que acreditamos numa força maior, que tudo acontece com a permissão dos Engenheiros Espirituais, sob a batuta de Jesus.
O Que é Gen? Os gens são moléculas ou fragmentos de DNA (ácido desoxirribonuclêico).



NOTA: Observe que cada molécula-filha é formada por um filamento antigo, vindo do DNA original um filamento novo, recém fabricado. Dizemos, por isso, que a duplicação do DNA é semiconservativa.

A duplicação do DNA desencadeia a duplicação cromossômica e a divisão celular. Cada cópia fica em uma das células formadas, garantindo a transferência das informações de célula a célula. Como é a partir das divisões celulares que se formam novos organismos, podemos concluir que a duplicação do DNA é a essência da reprodução e da hereditariedade.


Imaginemos o DNA como uma corrente formada por elos, que são como ldetras, que, combinadas, formam uma palavra ou uma mensagem, que é o gen (ou gene). Em cada célula de nosso corpo temos uma cópia exata de todos os gens que passaremos aos descendentes.
Os gens podem ser duplicados milhões de vezes sem que haja um erro na cópia. Mas, às vezes, isso não acontece, isto é, o gen pode ser uma cópia modificada ou mutante.
Chama-se, portanto, de mutação à mudança de mensagem genética. Uma mutação pode ocasionar alterações pequenas ou sérias, podendo levar à morte da célula ou do ser.
Do gen ao caráter (característica) - Tudo o que somos e pensamos (do ponto de vista da Biologia) resulta, em última análise, da ação de certas substâncias existentes nos núcleos das células herdadas de nossos pais, com a influência também do ambiente.

A química do gen abriu imensas clareiras no mecanismo íntimo da herança. O modo como o gen aje nos permite compreender como surge o caráter (característica).Os erros ocasionais de sua estrutura - a mutação - são fatores importantes para a evolução dos seres vivos.
O que é caráter em Biologia? Quando se diz que a cor vermelha do sangue é determinada pelo gen H , estamos indicando a causa: o gen e o efeito - sangue vermelho.
Na verdade, o sangue é vermelho porque possui uma proteína, a hemoglobina. Existe hemoglobina nas hemácias, porque determinados aminoácidos se combinaram em proporções tais que o resultado foi à hemoglobina.
E os aminoácidos se combinaram para formar hemoglobina porque o gen H determinou que isso acontecesse.



Concluindo:
Caráter é qualquer estrutura resultante da interação dos gens entre si e com o ambiente. O caráter é a aparência = Fenótipo.

A constituição genética é o Genótipo


Diferenças Hereditárias As diferenças hereditárias entre os seres vivos resultam das diferenças de suas "receitas genéticas". Uma receita errada determina o aparecimento de uma enzima alterada (mutação).

Exemplo: albinismo Ò doença hereditária causada por um erro em um gen que controla a síntese da melanina (pigmento responsável pela cor da pele, dos olhos e cabelo). (Melanina é uma proteína).

Cariótipo (Cario = núcleo) = número, forma e tamanho dos cromossomos de um indivíduo.

Em cada espécie animal ou vegetal todas as células somáticas (células do corpo) são dotadas de um equipamento cromossômico constante. Todas têm o mesmo número de cromossomos. Na espécie humana, por exemplo, todas as células somáticas têm 46 cromossomos. Esses cromossomos estão distribuídos aos pares. Os dois cromossomos de um mesmo par são homólogos entre si.

Porque homólogo? Por que são iguais no que se refere aos gens que transportam. Se em um deles há gens para cor dos olhos, espessura dos cabelos, forma dos lábios etc, no outro haverá também gens para esses mesmos caracteres. Assim, numa célula somática humana há 46 cromossomos divididos em 23 pares de homólogos.

Nos dois cromossomos de um mesmo par, os gens que se correspondem são chamados alelos. Os gens alelos ocupam lugares certos e invariáveis nos cromossomos. O local de cada gen no cromossomo é chamado de lócus.

No caso albinismo citado acima, "a" é mutação do gen "A" normal e dominante. O mutante "a" é recessivo. O fenótipo albino só aparece quando dois mutantes estão juntos.

Se um gen está fora do seu lócus normal no cromossomo, é motivo de mutação. O mesmo ocorre quando há mudança no número de cromossomos de um determinado par. Por exemplo: síndrome de Down.

A análise dos cromossomos envolve não somente a contagem do seu número, mas também a observação de sua forma e do seu tamanho. Esse quadro geral de cromossomos é o que constitui o cariótipo.



Célula diplóide é a que possui os cromossomos aos pares. Seu número de cromossomos é representado por 2n.

As células que possuem um equipamento simples de cromossomos são haplóides = n cromossomos.



TEXTOS DOUTRINÁRIOS:

Fatores de Hereditariedade

"Na intimidade dos corpúsculos simples que evoluiriam para a feição de máquinas microscópicas, formadas de protoplasma e paraplasma, fixam-se, vagarosamente, sob influenciação magnética, os fragmentos de cromatina, organizando-se os cromossomos em que seriam condensadas as fórmulas vitais da reprodução. (...) Processos múltiplos de divisão passam a ser experimentados".

"A divisão direta ou amitose é largamente usada para, em seguida, surgir à mitose ou divisão indireta, em que as alterações naturais da mônada celeste se refletem no núcleo, prenunciando sempre maiores transformações". (Evolução em Dois Mundos, página 56).

Construção do Destino

"No ato da fecundação, reúnem-se os pronúcleos masculino e feminino, mesclando as unidades cromossômicas paternas e maternas, a fim de que o organismo, obedecendo à repetição na lei da hereditariedade, se desenvolva, dentro dos caracteres genéticos de que descende; mas agora, no reino humano, o Espírito, entregue ao comando da própria vontade, determina com a simples presença ou influência, no campo materno, os mais complexos fenômenos endomitóticos no interior do ovo, edificando as bases de seu próprio destino, no estágio da existência cujo início o berço assinala". (Evolução em Dois Mundos, Cap. VII, página 57).

Geometria Transcendente

"Chegada a este eminência, a criatura submete-se à lei da hereditariedade, com o direito de alterar-lhe as disposições fundamentais até o ponto não distante do limite justo, segundo o merecimento de que disponha. Para ajudar aos semelhantes na escalada a mais amplas aquisições na senda evolutiva, recolhe, assim, concurso precioso, dos Organizadores do Progresso, na mitose do ovo que lhe facultará novo corpo no mundo, de vez que cada permuta de cromossomos, no vaso uterino, está invariavelmente presidida por agentes magnéticos ordinários ou extraordinários, conforme o tipo de existência que se faz ou refaz, com as chaves da hereditariedade, atendendo aos seus fins.

"Eis por que, interpretando os cromossomos à guisa de caracteres em que a mente inscreve, nos corpúsculos celulares que a servem, as disposições e os significados dos seus próprios destinos, caracteres que são constituídos pelos genes, como as linhas são formadas de pontos, (...) será lícito comparar os princípios germinativos, nos domínios inferiores, aos traços da Geometria elementar, que apenas cogita de linhas e figuras simples da evolução, para encontrar, nestes mesmos princípios, nos domínios superiores da alma, a Geometria transcendente, aplicada aos cálculos diferenciais e integrais das questões de causa e efeito". (Evolução em Dois Mundos, Cap. VII, páginas 58 e 59).

Hereditariedade e Conduta

"Portanto, como é fácil de sentir e apreender, o corpo herda naturalmente do corpo, segundo as disposições da mente que se ajusta a outras mentes, nos círculos da afinidade, cabendo, pois, ao homem responsável reconhecer que a hereditariedade relativa, mas compulsória, lhe talhará o corpo físico de que necessita em determinada encarnação, não lhe sendo possível alterar o plano de serviço que mereceu ou de que foi incumbido, segundo as suas aquisições e necessidades, mas pode, pela própria conduta feliz ou infeliz, acentuar ou esbater a coloração dos programas que lhe indicam a rota, através dos bióforos ou unidades de força psicossomática que atuam no citoplasma, projetando sobre as células e, conseqüentemente, sobre o corpo os estados da mente, que estará enobrecendo ou agravando a própria situação, de acordo com a sua escolha do bem ou do mal". (Evolução em Dois Mundos, Cap. VII, página 59).

Elucidário:

* Proteínas - material constitutivo mais importante dos seres vivos.

* Células - sistemas membranosos; todas as membranas celulares são formadas de lipídios e proteínas.

* Enzimas - São proteínas catalíticas indispensáveis à vida.

* Vida - Rede de reações bioquímicas.

* Reações bioquímicas: Análise Ò grandes moléculas se transformam em moléculas menores; Síntese Ò moléculas pequenas se transformam em moléculas maiores.

* Metabolismo celular - Conjunto dessas reações dentro das células (metábole = transformar).

* Catalizadores ou proteínas enzimáticas ou catalíticas - São substâncias que aceleram as reações. Exemplo: ptialina, que é uma enzima que acelera a transformação do amido em moléculas menores de açúcar, na boca.

* Reação biológica x enzima - Para cada reação biológica há uma enzima adequada. A enzima e o reagente funcionam como se fossem uma chave e uma fechadura. Moléculas de DNA regem a síntese de todas as proteínas das células.

* Máquinas microscópicas = célula.

* Mônada = unidade orgânica. (Substância simples, indivisível).

* Paraplasma = conteúdo celular.

* Protoplasma = citoplasma, massa celular.

* Alótrofo = heterótrofo (precisa de alimento já elaborado).

* Veículo de expressão = corpo físico.

* Fenômeno endomitótico = alterações cromossômicas durante a mitose.

Bibliografia:
1. Evolução em Dois Mundos, André Luiz/F.C.Xavier e Waldo Vieira, Edição FEB, 4/1999.
2. Genética e Espiritismo, de Eurípedes Kühl, Edição FEB, 6/1997;
3. Reencarnação e Evolução das Espécies, de Ricardo Di Bernardi, Cap. 7;
4. Glorioso Acidente, de Clemente Nóbrega, Editora Objetiva;
5. Genética em Transmutação, de Fritz Lauro, Ed. Freitas Bastos, 2ª Edição;
6. Biologia no Terceiro Milênio, vol. 1, de José Luís Soares, Editora Scipione, 1998;
7. Biologia Celular, Segundo Grau, Editora Ática, 4ª Edição;
8. Curso Básico de Biologia, Células e Tecidos, de Amabis.